Opinião: Sr. Alexandre barros, precisamos urgente de um gerente de futebol

Depois da derrota de ontem para o Água Santa, vimos ali que algo precisa ser mudado urgente no departamento de futebol rubro-verde.

Vamos a uma pequena análise desde o início da temporada! O presidente Alexandre Barros assumiu o comando do clube em dezembro do ano passado, mas só pode ter sua ata de posse registrada no início de janeiro deste ano. O time foi montado as pressas com a maioria dos jogadores indicados pelo então técnico Tuca Guimarães.

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Um time montado em 15 dias, pouco entrosamento e futebol fraco, o time se limitava a sua única jogada, bola na área e 10 partidas ridículas no Campeonato Paulista da Série A2, mais duas da Copa do Brasil. A chegada de Leandro Domingues ainda ajudou a lusa a respirar e somar pontos importantíssimos para não ser rebaixada para a Série A3 do paulista.

Tuca Guimarães que fez um péssimo trabalho a frente da Portuguesa acabou demitido, e para o seu lugar um velho conhecido. Estevam Soares assumiu o time e também não conseguiu dar uma cara ao time, mas pelo menos houve uma pequena melhora se comparado ao time de Tuca Guimarães.

Ao término do Campeonato Paulista da Série A2, e por muita sorte não foi rebaixado para a Série A3, começa o planejamento para o campeonato mais importante da história do clube, a Série D do Campeonato Brasileiro. Uma grande dispensa aconteceu, foram 10 jogadores (Lucas Basualdo, Rômulo, Bruno Santos, Michel, Mateo Bustos, Sandro Silva, Danilo Mariotto, Brunão, Bruno Farias e Rodolfo).

E claro, também não foram só dispensas! Houve mais contratações e foram 12 jogadores foram contratados, entre os 12, alguns chegaram no meio da primeira fase da Série D que tinha 6 partidas na primeira fase.

Mais uma vez, uma campanha ridícula e um péssimo futebol apresentado. Com o elenco “rachado” desde o Campeonato Paulista, o time apresentou o mais do mesmo na Série D e acabou sendo eliminada na primeira fase em último lugar do grupo que tinha Bangu, Villa Nova-MG e Desportiva Ferroviária-ES.

Mas o grande detalhe é que no meio dessa “mini campanha” de 6 partidas, houve mais uma debandada de jogadores. Primeiro com a demissão do contestado técnico Estevam Soares após a derrota para o Bangu, fora de casa, na 2ª rodada da competição, e a chegada de Mauro Fernandes (Atual treinador).

Na terceira partida a lusa acabou derrota pelo Villa Nova, fora de casa, e aconteceram mais dispensas. Foram 6 no total e ainda chegaram mais atletas para repor as ausências deixadas por estes jogadores. O empate contra o mesmo Villa Nova, só que agora no Canindé, pela 4ª rodada, praticamente eliminou o time da competição nacional.

Mas mesmo assim o time fez uma partida surpreendente diante do Bangu e goleou o time carioca por 3×0, iludindo seus torcedores, que botaram fé na classificação do time. A Portuguesa acabou eliminada pela Desportiva Ferroviária, na última rodada e deu adeus à competição que vai saber quando irá disputa-la novamente.

E entrando nos detalhes novamente, entre os 6 jogadores dispensados, 4 eram titulares, (Vinicius Gouvêa, Thiago Feltri, Tárik e Amaral) que ainda contaram com Leandro Domingues que recebeu uma proposta do futebol japonês e saiu da lusa, além de Bruno Xavier . Os jogadores saíram, pois foi alegado que os mesmos estavam “atrapalhando” o clima do elenco.

Pois é, aí chegaram mais jogadores, que novidade! Foram mais 5 contratações (Luiz Thiago, Claudio, Paulinho Le Petit, Paulo Fernando e Dedé) para suprir as ausências deixadas. Dois desses jogadores mal jogaram com a camisa da Portuguesa, o atacante Claudio fez sua estreia diante da Desportiva na última partida da Série D e acabou dispensado dias depois. O meia Paulinho Le Petit não jogou um jogo sequer.

Com a eliminação na Série D, a Copa Paulista virou o grande torneio da Portuguesa no ano para tentar voltar a competição nacional, e com isso, foram mais contratações e dispensas. Ao todo foram 6 dispensas (Everton, Claudio, Paulinho Le Petit, Fernando Martins, Adilson e Rico) e 8 contratações (Rodrigo Sabão, Romarinho, Júnior Lemos, Alex Murici, Rodolfo Mol, Altemar, Franklin e Rafael Cardoso).

Só para constar, o atacante Rico só veio para a Portuguesa para ganhar condicionamento físico, que baita contratação! E o que falar de Guilherme Queiroz? O jogador que chegou para ser a solução do time na Série D, não jogou o torneio por causa de sua demorada regularização e só estreou pela Portuguesa, na segunda rodada da Copa Paulista.

Agora o por quê de precisarmos de um gerente de futebol? Primeiramente, 3 montagens e desmontagens de elenco durante o ano, 48 jogadores e 3 técnicos. Segundo, precisamos de um profissional que entenda do “riscado” que saiba contratar, que saiba montar um time competitivo para que possamos subir para a Série A1 do ano que vem.

E não tem hora melhor do que agora para ter este profissional o presidente Alexandre Barros já mostrou que não tem capacidade para isto, o futebol não é sua praia. O clube está indo bem, o presidente está botando ordem na casa, mas no futebol que é a alma do clube, isso ele está deixando muito a desejar…

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