Há exatos 19 anos, a Portuguesa humilhava o São Paulo no Pacaembu

Numa tarde inspiradíssima, a Lusa massacrou o São Paulo no clássico paulista da rodada. O dia 20 de Setembro de 1998 ficou marcado na história do futebol.

Abrindo a maquina do tempo e voltando ao dia 20 de setembro de 1998, no estádio do Pacaembu, São Paulo e Portuguesa se enfrentaram pela 17ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série A. A Lusa massacrou o São Paulo, por 7×2. Um placar inimaginável para o torcedor mais otimista da Lusa e para o torcedor mais pessimista do São Paulo.

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A equipe rubro-verde tinha um grande time e neste ano só não fez a final do Campeonato Paulista contra o próprio São Paulo, pois foi vitima de um erro gravíssimo do árbitro Javier Castrilli, na semifinal diante do Corinthians.

O time dirigido pelo técnico Candinho foi a campo com: Fabiano; Émerson, César e Augusto; Ricardo Lopes, Carlinhos, Alex, Evandro Chaveirinho, Alexandre (Césinha), Evair (Da Silva) e Leandro Amaral (Aílton). O São Paulo tinha um jogador que atualmente é o camisa 10 da Lusa, Marcelinho Paraíba.

O JOGO:

A Portuguesa abriu o placar aos 23 minutos da primeira etapa com Émerson de cabeça e depois desse gol a Lusa imprimiu uma grande pressão em cima do São Paulo e em 8 minutos acabou com a partida, marcando com: César (26 Min/1T), Leandro Amaral (29 Min/1T) e Carlinhos (31 Min/1T).

Revoltados, torcedores do São Paulo queriam invadir o campo, mas foram contidos pelos policiais que lá estavam. Logo após o quarto gol, os torcedores são paulinos deram as costas para o campo e cantaram o hino do São Paulo nas arquibancadas do Pacaembu.

Maioria no estádio a torcida do time do Morumbi fez protestos pedindo a demissão do técnico Nelsinho Baptista e também pediu as voltas de Telê Santana e do ex-presidente José Eduardo Mesquita Pimenta.

A Lusa ainda teve várias chances de aumentar o placar, mas os gols só saíram na reta final da partida, com: Evandro Chaveirinho (22 Min/2T), marcou o quinto da Lusa. O sexto foi uma pintura, um gol que nunca mais se viu no Pacaembu, nem em lugar nenhum.

Ricardo Lopes marcou um golaço do meio-campo, esse nem o Pelé fez! O jogador lusitano se antecipou ao atacante são paulino e meteu um bico na bola que do meio de campo viajou e encobriu o goleiro Roger, que por sua vez estava adiantado e marcou o sexto gol da Lusa, aos 24 minutos da segunda etapa. Um dia inesquecível para os lusitanos.

 

O São Paulo só foi descontar aos 33 do segundo tempo, com Sérginho de pênalti e dois minutos depois, Marcelinho Paraíba marcou o segundo gol do tricolor na partida. Mas não deu nem para comemorar, minutos depois, o atacante Da Silva que entrou na segunda etapa marcou um belo gol para a Lusa e decretou a impiedosa goleada em cima do São Paulo.

A Portuguesa embalou rumo à classificação para o mata-mata do Campeonato Brasileiro, enquanto o São Paulo amargou a 17ª colocação no torneio nacional.

Entrevistado pela Folha de São Paulo, o atacante Evandro Chaveirinho, autor do quinto gol rubro-verde, declarou que faltou intranquilidade ao time do São Paulo. “Os são paulinos estavam intranquilos, não acreditavam na vitória. Os mais nervosos eram Dodô e Zé Carlos.” – Disse o atacante.

O técnico Candinho disse que a goleada foi fruto do companheirismo do time. “Ninguém quis ser estrela. Tanto é assim que cada um fez um gol.” Disse o treinador lusitano.

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