Apelo para renúncia e ação de ex-presidente marcam reunião de conselheiros na Portuguesa

A pressão para que o presidente da Portuguesa renuncie chegou ao Conselho Deliberativo. A primeira reunião do ano ocorreu na terça-feira e foi marcada por pedidos para que Alexandre Barros deixe o cargo. Ele, porém, disse que continuará a frente do clube.

O dirigente afirmou que aceita a formação de uma junta administrativa, ideia que vem ganhando força no Canindé, mas que não abre mão de continuar como presidente e assinando em nome da Portuguesa. Em resumo, nada ficou definido.

Também havia a expectativa de que a diretoria fizesse uma prestação de contas de 2017 e esclarecesse o destino do que tem sido arrecadado com eventos no clube. O balancete do ano passado não foi apresentado, mas sim uma pilha de contratos de eventos.

Esses documentos serão analisados pelo Conselho de Orientação e Fiscalização (COF), que se reuniu horas antes e também não obteve muitos avanços. Como a papelada é grande, não havia condições de verificar durante a reunião. Mais uma questão em aberto.

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A reunião do Conselho Deliberativo, porém, foi marcada mesmo por explicações em torno de um processo do ex-presidente Manuel da Lupa. A ação tem como alvo a Portuguesa e envolve transações financeiras com o banco Banif, patrocinador daquela gestão.

O atual presidente, Alexandre Barros, explicou que o clube tem até sexta-feira (9) para se manifestar na Justiça e que a direção está mobilizada em torno da questão. Foi a justificativa, inclusive, para que outros problemas ainda não fossem resolvidos.

Muitas das explicações ficaram em torno disso: a incapacidade de tocar muitas questões com tão pouca estrutura. A reunião do COF começou por volta das 17h, enquanto a do Conselho em torno de 20h. Os conselheiros deixaram o clube quase meia-noite.

Cerca de 90 dos mais de 300 conselheiros participaram da reunião e tiveram os cadastros atualizados pela mesa diretora, que está fazendo um pente-fino no banco de dados. Somente 40 ausentes mandaram justificativas para não terem comparecido à reunião.

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O presidente do Conselho, Antonio Ribeiro, deixou claro que o estatuto da Lusa será cumprido, com eliminação de integrantes que ultrapassarem o limite de faltas e inadimplentes. A reforma do estatuto foi citada, mas não houve tempo de discussão.

As atenções agora se voltam para as próximas reuniões. No COF, para a prestação de contas. No Conselho, para a reforma do estatuto. Enquanto isso, a torcida acompanha atenta a ação de mais um ex-dirigente e até quando o atual presidente fica no cargo.

GloboEsporte

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