Justo ou não, estamos na lanterna.

A esperança realmente é a última que morre na torcida da Portuguesa.

Depois da vitória sobre o Corinthians em Osasco na última segunda (8), tivemos a surpresa de um amistoso contra o Oriente Petrolero da Bolívia, em Santa Cruz de La Sierra.

Uma viagem que para grande parte não só da torcida, mas também da comissão técnica, se mostrou não só desnecessária, como também motivo para indignação.

A equipe viajou na terça-feira (9), os sortudos chegaram em 3/4 horas na Bolívia, alguns não deram tanta sorte assim e demoraram até 10 horas por conta de uma escala na Argentina.

Mesmo assim, vamos a campo.

Na quarta-feira aconteceu a partida (que pouco importava o resultado pro torcedor lusitano), 0x0.

Portuguesa retorna ao Brasil na sexta-feira e com ela retorna também algumas novidades, entre elas, a que de João Gurgel (uma das peças mais importantes do elenco lusitano) sentiu uma lesão pós jogo nos nossos vizinhos, e que Matheus Rodrigues foi novamente emprestado, dessa vez pro Arapongas – PR.

Adiantando a linha do tempo, chegamos então na Rua Javari, palco de Juventus e Portuguesa pela 4ª rodada da Copa Paulista.

A torcida compareceu, praticamente lotou o espaço destinado a ela.

O time rubro-verde começou muito superior à equipe da Mooca.

Pressionava mais, tentava de fato se aproximar do gol.

Com isso logo aos 2 minutos do primeiro tempo o Juventus deu bobeira na saída de bola, e Maicom Jesus conseguiu atrapalhar o goleiro Rafael Viana, que cometeu pênalti no atacante da Lusa.

Pra batida foi Gerley, que apesar da concentração não conseguiu converter para a equipe do Canindé.

Mesmo assim a Portuguesa continuou indo pra cima, buscando alguma chance mais clara, que até apareceu em escanteio cobrado pela direita e que Luiz Thiago cabeçeou por cima do gol juventino.

O Juventus só chegava com o atacante Mandacaru, e nas bolas aéreas.

Já no final da primeira etapa Rafael Pascoal fez milagre e impediu o que seria a “mexida” no placar por parte do time grená.

A Lusa vai pro segundo tempo e o treinador Zé Maria reclama muito em relação a cobrança de pênalti errada de Gerley e também com a confusão que começava a apresentar a zaga lusitana nas bolas alçadas na área.

O segundo tempo já foi mais truncado, sem grandes chances para a visitante nem para o mandante da partida.

Mesmo assim a Lusa ainda tinha mais volume de jogo, por mais que fosse minimamente ainda podia se considerar melhor na partida.

Mas o futebol não é um resumo fidedigno do que se demonstrou ao longo de 90 minutos, onde prevalece a justiça, ou quem teve de fato maior superioridade.

Já nos acréscimos os donos da casa cobraram falta rápida, pegaram a defesa da Portuguesa desmontada, Dener tentou cruzamento pra área e Guilherme Garutti (que ontem não parecia o mesmo Garutti que estamos acostumados a ver), na tentativa de cortar a chance grená, acabou enganando o goleiro Rafael Pascoal e empurrou a bola contra sua própria meta.

E foi assim, mais uma vez, fomos a Javari e voltamos sem expressão no rosto, sem muito o que falar.

Mesmo sendo melhor, a Lusa não conseguiu dar a alegria merecida ao seu torcedor.

Só para informativo, Gurgel fica fora praticamente 4 semanas.

Pontos positivos – Igor Pupinski – Se movimenta bem, tem vontade, boa partida dele novamente

Pontos negativos – Rodrigo Vilares – Pouco produziu, caia muito, não aproveitou a oportunidade de ser o 10 lusitano, fraco!

Guilherme Garutti – Apesar de ser um ótimo zagueiro, ontem estava totalmente perdido, fora o gol contra.

E pra você torcedor, a Lusa está de fato sendo injustiçada pelos Deuses do futebol ou vem merecendo os resultados que vem acontecendo?

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Orgulho de ser Lusa

Foto: Everton Calicio/Portuguesa

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